
Hoje sento na frente do computador para escrever uma postagem sobre o Serguei, como faço a quase 10 anos. Dessa vez, infelizmente, não é falando sobre sua discografia, seus shows, suas irreverências, suas fotos e vídeos. Descobri o Serguei em 2007, assistindo a MTV. Nessa época, como sempre fui grande fã do Hard Rock e dos anos '80, vi a figura do Serguei, artista do anos '60 e Brasileiro. Pensei comigo, valorizam tanto os de fora e olha que ser extraordinário temos no Brasil. Busquei conhecer sua história, sua carreira e além das polêmicas, principalmente, foquei em sua música. Uma obra extraordinária. Que me convenceu do início ao fim, passeou por todas as vertentes e sempre foi acima de tudo, o mais autêntico de todos. Sempre ele mesmo, independente de julgamentos. Uma pessoa do bem, muito trabalhador, que sempre fez bem ao próximo e aos animais. Em 2014, finalmente, através dos amigos e dos músicos da banda Pandemonium, pudi conhecer o Serguei pessoalmente em Curitiba, quando ele veio para uma campanha publicitária. Foi uma festa sem fim, nos demos super bem, nos abraçamos, fizemos fotos, autógrafos no meu livro, CD's e cantamos. Daqui, ele partiu com uma grande amizade. Dois anos depois, em 2016, foi a minha vez. Pela primeira vez embarquei em um avião e fui para o Rio de Janeiro. De lá, fui para a região dos lagos, conhecer o paraíso Saquarema, cidade tão amada e divulgada por ele. Nesse ano, fiz duas viagens para lá e pudi ficar aproximadamente uma semana em cada uma das vezes, no Templo do Rock, casa do Serguei, junto com ele. Lá fortalecemos a nossa amizade numa proporção que eu jamais imaginaria. Afinal, eu era apenas um fã, tendo o privilégio de ter um contato mais íntimo com o seu maior ídolo. Nos tornamos grandes amigos e daí em diante, trocávamos telefonemas quase que semanalmente, para sabermos como cada um estava. Me ligava para saber de mim, dos meus pais, da minha banda. Tinha grande interesse e carinho por nós. E não foi diferente, ele se tornou parte de mim, parte de minha família e em novembro de 2018, quando completou seus 85 anos, tive o privilégio com a banda Rockaville de realizar o sonho de ser o seu músico de apoio e ser a sua banda em uma grande festa de aniversário que organizamos para ele aqui em Curitiba. Nada acontece por acaso, as minhas idas e as vindas dele. Tudo foi na sua hora para que pudéssemos compartilhar e realizar momentos marcantes em nossas vidas e na de todos que presenciaram e prestigiaram a luz desse ser humano. Estou sem chão nesse momento mas me senti na obrigação de disponibilizar uma carta aberta sobre a triste notícia de seu falecimento no dia de hoje. 07 de junho de 2019, partiu o meu maior ídolo na música, deixando grandes ensinamentos e apenas lembranças boas de quem teve a oportunidade de conviver com ele. Te amo Serguei. Eu prometo, que assim como você, eu nunca vou desistir da música e do rock n' roll. Enquanto eu tiver forças, assim como você, vou estar subindo em um palco e cantando as minhas e as SUAS canções. Manterei sua memória viva sempre que estiver ao meu alcance e jamais vou esquecer a felicidade que você me proporcionou e a felicidade que pudi lhe proporcionar no seu último aniversário. Um experiência incrível, inesperada e que tomou proporções que nem nós imaginávamos. Por fim, meu eterno MUITO OBRIGADO por você ter existido e o seu legado jamais será esquecido. Seja bem recebido pelos seus pais aí no céu e pelos seus animaizinhos que tanto amou. Cedo ou tarde, a gente se encontra.
(
Eduardo M. L.)